Dia Internacional da Mulher celebra a representatividade, coragem e luta por direitos

Por APCEF/MG
Arquivo, Institucional
8 de março de 2021

Desde 1975, o dia 8 de março é considerado pela ONU (Organização das Nações Unidas) como o dia internacional das mulheres. A data representa um marco histórico em questões de trabalho, representatividade e igualdade de gênero

Se você está lendo essa matéria, provavelmente utiliza um computador ou celular. Sabia que o algoritmo do primeiro computador da história, e os cabos de fibra ótica responsáveis pela internet foram criados por mulheres? Isso sem falar nas tecnologias de Wi-fi, Bluetooth e GPS, que também só foram possíveis graças a elas. A sociedade está repleta de invenções femininas que impactaram diretamente em muitas tecnologias que usamos hoje, mas infelizmente o reconhecimento por tais não equivalem na mesma proporção. Culturalmente, muitos de seus feitos foram e são ofuscados por simplesmente pertencerem ao gênero feminino.

Comemorado hoje (08/03), o Dia Internacional da Mulher é sempre importante para gerar reflexão e debates acerca da equidade de gênero. Existem inúmeras histórias contadas para o surgimento da data, mas nenhuma é unânime. O que se sabe é que a mesma foi oficializada pela ONU na década de 70, e representa para as mulheres uma luta histórica para terem suas condições equiparadas às dos homens. Inicialmente a data se remetia às reinvindicações das mulheres por igualdade salarial, mas nos últimos anos a luta se expandiu e simboliza também a luta contra o machismo e a violência contra a mulher.

“É importante as mulheres terem um dia para celebrar a luta pelo respeito na sociedade, espaço em diversas áreas, igualdade, conquistas religiosas, culturais, políticas e muitas outras que estão por vir.”
Natacha Marreiro – empregada Caixa

 

De alguns anos para cá muita coisa tem mudado e o campo profissional mostra isso. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 1950 apenas 14% das mulheres trabalhavam fora. Já em 2010, os números mostram que 49,9% têm um emprego. O Instituto ainda mostrou que 41,8% dos cargos gerenciais são ocupados por mulheres, coisa que anos atrás seria uma ideia distante. Já no campo acadêmico, segundo relatório da Education at Glance 2019 da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), 18% dos homens brasileiros de 25 a 34 anos têm ensino superior, sendo que essa porcentagem sobe para 25% entre as mulheres da mesma faixa etária.

Os avanços acontecem e devem ser comemorados, mas alguns números comprovam que a luta ainda continua. Isso por que um levantamento feito pela Quero Bolsa com base em dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) de 2019 mostra que a desigualdade salarial ainda existe. Segundo a pesquisa, o salário das mulheres corresponde a 67,92% dos homens. Em se tratando de violência e assédio, um levantamento feito pela Universa mostra que uma mulher sofre violência doméstica a cada dois minutos no Brasil. O estudo ainda mostrou que quase metade das brasileiras já sofreram assédio sexual no trabalho.

“Acho que é um momento para relembrarmos a importância da mulher não só como mãe e dona de casa, mas também no mercado de trabalho, onde muitas vezes disputa de forma desigual com os homens”, ressalta Fabíola Cunha, empregada Caixa. Ela reconhece que as coisas têm melhorado, mas entende que a luta das mulheres continua sendo mais difícil que a dos homens. “Existe sim uma desigualdade, que talvez não aconteça em questão de oportunidades, mas para alçar vôos a mulher precisa lutar e provar muito mais a capacidade dela do que um homem”, enfatiza.

Fabíola reforça que as mulheres ainda sofrem preconceitos no trabalho quando são promovidas ou se destacam. Segundo ela, muitas vezes rumores negativos são levantados, o que acaba desqualificando o lado profissional delas. “Em certa ocasião os colegas de trabalho criaram um boato de que eu havia sido promovida não pela minha competência, mas por que eu era amante do chefe, o que nunca aconteceu”, conta.

Casos como o de Fabíola continuam acontecendo e remete ao que foi dito no início desta matéria: os talentos das mulheres muitas vezes são menosprezados e ofuscados simplesmente por pertencerem ao sexo feminino. A aposentada Caixa Sandra Pinho acredita na importância do Dia Internacional da Mulher, mas faz uma observação digna de reflexão. “Atualmente a data passou a ter um caráter festivo e comercial onde especialmente os homens presenteiam as mulheres de alguma forma, sendo que suas atitudes ao longo dos outros dias do ano reforçam a manutenção de sua postura discriminatória e agressiva”, ressalta.


“A mulher deve ser respeitada e pode ocupar o lugar que quiser na sociedade. Ela pode ser motorista, mecânica, professora, do lar, bancária ou juíza. Ela pode ser costureira, arquiteta e mil outras atividades em que ela se saia bem conforme a sua aptidão pessoal. Ela merece ser respeitada e a data deve ser lembrada como um reconhecimento do valor da mulher.”
Fátima Regina – aposentada Caixa

 

Que neste Dia Internacional da Mulher possamos celebrar com alegria a vida dessas heroínas e valorizá-las independente da posição que ocupem na sociedade. O combate à violência, luta por direitos iguais e equidade devem ser lembrados diariamente, e não somente nesta data. O reconhecimento deve ser realizado hoje, amanhã, depois de amanhã e sempre!

Departamento de Comunicação da APCEF/MG

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