Caixa: quem cuida de quem cuida? A preocupante rotina dos empregados na pandemia

Por APCEF/MG
Arquivo, Institucional
28 de agosto de 2020

A Caixa existe há 159 anos e está presente diariamente na vida de milhares de pessoas. O viés social sempre fez parte da sua história, seja com o auxílio no pagamento de benefícios do Fundo de Garantia sobre Tempo de Serviço (FGTS), Programa de Integração Social (PIS), incentivo a programas de financiamento, habitação e, atualmente, pagamento do auxílio emergencial aos que mais precisam durante a pandemia. A Caixa é o único banco 100% público do país, no qual podemos afirmar com orgulho que pertence ao povo brasileiro, sendo importantíssimo que se mantenha desta maneira para continuar desempenhando o seu papel social fundamental.

No entanto, mais importante do que cuidar da Caixa é zelar pela engrenagem que faz o banco funcionar: seus empregados. Em tempos onde o isolamento social é cada vez mais necessário, muitas pessoas têm se mantido em suas casas para preservarem a saúde. Essa, porém, não é uma realidade para muitos empregados da Caixa, que diariamente saem de suas residências com a missão de auxiliar o cidadão brasileiro neste período de crise.

Mesmo com a gradativa flexibilização dos setores em Belo Horizonte, e queda no número de casos, os empregados continuarão a desempenhar essa função importantíssima, já que o Governo Federal acenou com a prorrogação do auxílio emergencial aos comerciantes, autônomos e desempregados que não possuem renda fixa. Neste contexto, além do aumento da carga de trabalho, o que também é devido ao afastamento de colegas, existe a falta de apoio e sensação de descaso por parte do banco. Dentre as principais alegações apuradas pela APCEF/MG com empregados em agências do estado, destacam-se:

➡️ Omissão em questões relatadas durante o atendimento ao público;

➡️ Falta do cumprimento de medidas de prevenção ao Covid-19, como protetor facial, termômetro infravermelho, bem como a contratação de empresa especializada em desinfecção terminal das unidades;

➡️ Sistema precário;

➡️ Falta de assistência àqueles que apresentam sintomas de Covid-19;

➡️ Falta de cuidados com os prestadores de serviços terceirizados dentro da agência.

Os empregados também sugeriram ações que precisam ser apreciadas pelo banco, como dilatação do calendário de pagamento, adicional de insalubridade e utilização de aparelhos UV no numerário existente na tesouraria. Foram apurados ainda problemas recorrentes como episódios de assédio moral e pressão exaustiva pelo cumprimento de metas, que podem desencadear doenças como depressão e síndrome de Burnout, conforme matéria já divulgada em nosso blog.

Dia a dia de enfrentamento

Como todo ofício fundamental para o bom andamento do país, o do empregado Caixa não é isento de desafios, que se tornam ainda maiores pela necessidade de se manter os cuidados necessários contra o Covid-19. Um empregado Caixa da ativa nos relatou que mudou toda a sua rotina para preservar a sua saúde e de sua família. Mesmo tomando todos os cuidados necessários, ele contraiu o vírus. “Foi um momento muito difícil da minha vida. Tentamos manter o distanciamento dentro de casa e minhas duas filhas não pegaram, mas minha esposa sim. O tratamento foi a base de antibióticos, conforme prescrição do médico particular, já que nos hospitais onde fomos atendidos eles não prescrevem”, contou. Mesmo enfrentando a doença, disse que “a oportunidade de atender a população que mais precisa é gratificante, apesar da vulnerabilidade”.

Quem já se retirou das atividades do banco também não está longe dos problemas. Leonardo Motta, empregado Caixa aposentado, é casado e tem três filhas. Duas delas estão reclusas em sua casa – uma estudando on-line e a outra trabalhando em home-office. Sua outra filha, médica, e sua esposa, fisioterapeuta, cumprem suas rotinas na prestação de serviços essenciais à população. “Estamos todos alertas e vigilantes, redobrando os cuidados diários para manter a saúde e bem estar do nosso lar, especialmente pela exposição vivida pelos membros da família que estão na linha de combate ao Covid-19. Minha filha, por estar atuando em enfermaria hospitalar, optou por alugar um apartamento para não oferecer riscos aos pais e irmãs”, relatou.

Muitos outros lares de empregados da Caixa têm alterado sua dinâmica em prol da preservação da saúde. As incertezas e preocupações são constantes, e esperamos que sejam tomadas as devidas providências para que a Caixa continue a desempenhar fortemente o seu papel social como banco 100% público e patrimônio do povo brasileiro, e sobretudo nesse momento atípico que vivemos, que seus empregados sejam respeitados e possam desempenhar suas funções com excelência, segurança e qualidade.

O vírus ainda está por aí, e é sempre bom relembrar alguns cuidados básicos. Autocuidado e cuidado com o próximo: esse é o motor que nos auxiliará a passar por esse momento difícil. Se puder, fique em casa. Se não puder, cuide-se!

Quais produtos de limpeza matam o coronavírus?

Água e sabão, álcool 70% e água sanitária são os produtos mais indicados para higienizar ambientes e objetos e “matar” o novo coronavírus. Além desses, de acordo com João Prats, infectologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, qualquer outro produto de limpeza com cloro, álcool e ação desengordurante ou desinfetante é efetivo para acabar com o micro-organismo.

Quais cuidados devo ter ao ir ao mercado ou à farmácia?

O ideal é realizar compras online. Se não for possível e precisar sair para ir ao mercado ou à farmácia, procure fazer isso em um horário em que o estabelecimento costuma estar vazio. Durante as compras, considere que suas mãos estão contaminadas o tempo todo e nunca toque a boca, o nariz ou os olhos. Procure também manter uma distância de 1,5 m a 2 m para outras pessoas e evite ao máximo conversar. Lave as mãos ou use álcool em gel assim que finalizar as compras —ou imediatamente após chegar em casa.

Quais cuidados tomar ao chegar em casa?

Até o momento, não foi comprovado que ocorra a contaminação indireta do coronavírus. Ou seja, não sabemos se um vírus presente no seu sapato ou na sacola do mercado tem potencial para deixar você doente (depois de ser levado até a boca ou nariz, claro). Porém, nesse momento é melhor ter cuidado ao voltar para casa. Então, reserve um calçado só para sair e não ande com ele dentro de casa. Quando voltar da rua, tome banho —ou pelo menos lave muito bem as mãos e o rosto com água e sabão — e coloque as roupas para lavar.

Departamento de Comunicação da APCEF/MG

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