Nota oficial da Diretoria Executiva: Posicionamento sobre a Campanha Nacional 2026

Por APCEF/MG
Institucional
1 de setembro de 2026

A Diretoria Executiva da APCEF/MG vem a público se manifestar perante os empregados e empregadas da Caixa – da ativa e aposentados — acerca do processo de deliberação sobre a proposta para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e do Acordo Coletivo de Trabalho específico da Caixa Econômica Federal (ACT).

Entendemos que o momento exige extrema responsabilidade, análise crítica e soberania da categoria. A APCEF/MG reafirma que não cabe à associação impor uma orientação de “SIM” ou “NÃO”, mas sim municiar os colegas com informações transparentes, apontando as implicações e riscos de cada escolha, garantindo que a decisão final pertença exclusivamente ao empregado. Seguem abaixo pontuações importantes:

1. Defesa dos aposentados

Manifestamos nossa profunda preocupação com o impacto das propostas apresentadas na mesa da Caixa sobre os nossos colegas aposentados e pensionistas, que foram os mais severamente atingidos.

Não podemos concordar nem compactuar com qualquer tentativa de quebra de pacto. A valorização de quem construiu a história da Caixa e a preservação de conquistas das gerações passadas devem ser princípios inegociáveis.

2. Votação Separada: CCT x ACT x Saúde Caixa

Defendemos de forma categórica que a votação das propostas ocorra de maneira separada (CCT da Fenaban x ACT específico da Caixa x Saúde Caixa). Misturar na mesma deliberação os termos gerais da categoria bancária com as especificidades do banco público e os retrocessos do plano de saúde impede que os trabalhadores expressem sua real vontade.

Exigimos a votação em separado do Saúde Caixa, garantindo um debate exclusivo sobre o custeio e a sustentabilidade da nossa assistência médica, assim como os temas da FUNCEF e das condições de trabalho.

3. Riscos e cenários em jogo

Para que cada bancário e bancária da Caixa exerça seu voto de forma consciente nas plenárias, destacamos os riscos envolvidos em ambas as decisões:

  • Em caso de APROVAÇÃO:
    • Garante-se o reajuste nos salários e benefícios (INPC + 0,6% de ganho real em 2026 e 2027), o abono do dia da paralisação e a manutenção de cláusulas econômicas da CCT.
    • Por outro lado, corre-se o risco de chancelar retrocessos e a quebra de direitos direcionados especificamente aos empregados da Caixa (especialmente aposentados), abrindo precedentes perigosos para as futuras negociações coletivas e para o custeio da saúde e previdência complementar.

  • Em caso de REJEIÇÃO:
    • Envia-se uma mensagem contundente de recusa à imposição e ao desrespeito a todos os empregados, exigindo o retorno da Caixa à mesa de negociações para revisão dos pontos críticos.
    • Em contrapartida, a categoria assume o risco de judicialização do conflito e de perda da
      ultratividade das normas coletivas (fim da vigência das cláusulas e direitos do ACT anterior enquanto não houver novo acordo), além da necessidade de ampliação da mobilização.

O Protagonismo é do empregado Caixa!

A APCEF/MG reforça que é o empregado da Caixa quem decide o seu futuro. Nenhuma entidade ou comitê deve substituir o papel e a soberania da base na tomada desta decisão. Seja qual for o resultado das plenárias, estaremos na linha de frente, defendendo com unhas e dentes a vontade expressa pelos empregados da Caixa Econômica Federal em Minas Gerais e lutando incansavelmente pela preservação de todos os nossos direitos.

Diretoria Executiva da APCEF/MG

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