A Diretoria Executiva da APCEF/MG vem a público se manifestar perante os empregados e empregadas da Caixa – da ativa e aposentados — acerca do processo de deliberação sobre a proposta para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e do Acordo Coletivo de Trabalho específico da Caixa Econômica Federal (ACT).
Entendemos que o momento exige extrema responsabilidade, análise crítica e soberania da categoria. A APCEF/MG reafirma que não cabe à associação impor uma orientação de “SIM” ou “NÃO”, mas sim municiar os colegas com informações transparentes, apontando as implicações e riscos de cada escolha, garantindo que a decisão final pertença exclusivamente ao empregado. Seguem abaixo pontuações importantes:
1. Defesa dos aposentados
Manifestamos nossa profunda preocupação com o impacto das propostas apresentadas na mesa da Caixa sobre os nossos colegas aposentados e pensionistas, que foram os mais severamente atingidos.
Não podemos concordar nem compactuar com qualquer tentativa de quebra de pacto. A valorização de quem construiu a história da Caixa e a preservação de conquistas das gerações passadas devem ser princípios inegociáveis.
2. Votação Separada: CCT x ACT x Saúde Caixa
Defendemos de forma categórica que a votação das propostas ocorra de maneira separada (CCT da Fenaban x ACT específico da Caixa x Saúde Caixa). Misturar na mesma deliberação os termos gerais da categoria bancária com as especificidades do banco público e os retrocessos do plano de saúde impede que os trabalhadores expressem sua real vontade.
Exigimos a votação em separado do Saúde Caixa, garantindo um debate exclusivo sobre o custeio e a sustentabilidade da nossa assistência médica, assim como os temas da FUNCEF e das condições de trabalho.
3. Riscos e cenários em jogo
Para que cada bancário e bancária da Caixa exerça seu voto de forma consciente nas plenárias, destacamos os riscos envolvidos em ambas as decisões:
- Em caso de APROVAÇÃO:
- Garante-se o reajuste nos salários e benefícios (INPC + 0,6% de ganho real em 2026 e 2027), o abono do dia da paralisação e a manutenção de cláusulas econômicas da CCT.
- Por outro lado, corre-se o risco de chancelar retrocessos e a quebra de direitos direcionados especificamente aos empregados da Caixa (especialmente aposentados), abrindo precedentes perigosos para as futuras negociações coletivas e para o custeio da saúde e previdência complementar.
- Garante-se o reajuste nos salários e benefícios (INPC + 0,6% de ganho real em 2026 e 2027), o abono do dia da paralisação e a manutenção de cláusulas econômicas da CCT.
- Em caso de REJEIÇÃO:
- Envia-se uma mensagem contundente de recusa à imposição e ao desrespeito a todos os empregados, exigindo o retorno da Caixa à mesa de negociações para revisão dos pontos críticos.
- Em contrapartida, a categoria assume o risco de judicialização do conflito e de perda da
ultratividade das normas coletivas (fim da vigência das cláusulas e direitos do ACT anterior enquanto não houver novo acordo), além da necessidade de ampliação da mobilização.
- Envia-se uma mensagem contundente de recusa à imposição e ao desrespeito a todos os empregados, exigindo o retorno da Caixa à mesa de negociações para revisão dos pontos críticos.
O Protagonismo é do empregado Caixa!
A APCEF/MG reforça que é o empregado da Caixa quem decide o seu futuro. Nenhuma entidade ou comitê deve substituir o papel e a soberania da base na tomada desta decisão. Seja qual for o resultado das plenárias, estaremos na linha de frente, defendendo com unhas e dentes a vontade expressa pelos empregados da Caixa Econômica Federal em Minas Gerais e lutando incansavelmente pela preservação de todos os nossos direitos.
Diretoria Executiva da APCEF/MG



