Em audiência pública, presidente da APCEF/MG reforça direito dos bancários e critica postura da FENABAN e da Caixa na mesa de negociação

Por Douglas Alexandre
Defesa do Empregado, Institucional
9 de setembro de 2026

Evento ocorreu na manhã desta quarta-feira (09/09) na ALMG

Aconteceu hoje (9), na Assembleia Legislativa de Belo Horizonte (ALMG), uma audiência pública convocada pela deputada estadual Beatriz Cerqueira (PT) para debater a Campanha Nacional dos Bancários 2026. Estiveram presentes entidades representantes dos empregados da Caixa, do BB e de outros bancos privados, além dos trabalhadores.

Beatriz abriu os trabalhos reforçando o apoio à categoria bancária e criticou o fechamento sistêmico de agências, o que classificou como uma restrição de direitos para aqueles clientes que não possuem acesso aos serviços digitais, além da queda na qualidade do atendimento.

O presidente do Sindicato dos Bancários de BH e Região, Ramon Peres, fez uma cronologia de toda a Campanha Nacional 2026, passando pelas assembleias, a elaboração da minuta de negociação pelos bancários e rodadas sem propostas decentes na mesa de negociação, culminando com a paralisação do último dia 20 de agosto e a rejeição da proposta final com mais de 90% para os bancos públicos. Para Ramon, a greve, também definida e aprovada em assembleia, é uma resposta clara dos bancários, que não vão aceitar ser desrespeitados, e indica um posicionamento pela reabertura de novos diálogos.

Presença da APCEF/MG

Representando a APCEF/MG, o presidente Nery Gomes, em seu discurso na assembleia, fez críticas à proposta da FENABAN — que prevê um reajuste real de apenas 0,6% acima da inflação, desvalorizando a categoria — e à proposta da Caixa em relação ao plano de saúde.

“O modelo proposto para o Saúde Caixa divide os empregados, com cobranças diferenciadas por faixa etária, e penaliza os aposentados com aumento significativo nos gastos com o plano. Existe uma transferência de responsabilidade para o empregado, com o teto de 6,5% de custeio por parte da Caixa, prejudicando quem trabalha para a população e produz o lucro bilionário do banco.”

Nery ressaltou ainda a importância da Caixa para a o país e o trabalho desempenhado pelos empregados em momentos cruciais do sistema financeiro brasileiro, fazendo um apelo para que o presidente do Banco, Carlos Vieira, faça uma proposta que realmente valorize a classe.

Outras reivindicações

A presidente da AGECEF/BH e diretora executiva da APCEF/MG, Giuliana Pardini, reforçou o pedido por uma Caixa 100% pública e chamou a atenção dos presentes para o fim da política do “tudo ou nada”, apresentada pela FENABAN, inserindo CCT e ACT na mesma votação nas assembleias, com ganhos parciais em troca da perda de direitos históricos adquiridos.

Luciana Duarte, secretária de Saúde do SEEB, chamou a atenção para o aumento significativo de doenças mentais entre os bancários, que saltou mais de 54% nos últimos anos.

Jairo Nogueira, presidente da Central Única dos Trabalhadores, reforçou o movimento legítimo de greve como último recurso da categoria, que deve ser respeitado em sua soberania e mobilização geral dos bancários.

Próximos passos

Encaminhamento

A deputada Beatriz Cerqueira enviará ofícios da audiência pública ao ministro Guilherme Boulos, ao ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e ao presidente da CAIXA, Carlos Vieira, comunicando a realização do debate e solicitando a reavaliação da proposta para o Saúde Caixa e a proteção dos direitos de empregados, aposentados e pensionistas.

Departamento de Comunicação da APCEF/MG

Compartilhe
Facebook
LinkedIn
WhatsApp
Telegram
Deixe um Comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *