Bancários fazem paralisação nesta quinta-feira(20) em todo país

Por Douglas Alexandre
Defesa do Empregado
20 de agosto de 2026

Categoria reivindica aumento real e valorização de PLR, tickets e piso. Na Caixa, os empregados também cobram a revisão da situação do Saúde Caixa

Esta quinta-feira (20) ficará marcada na história de luta dos trabalhadores brasileiros. Hoje, bancários de todo o país paralisam as atividades nas agências em protesto contra as propostas apresentadas pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) em mais uma rodada de negociações da Campanha Nacional Unificada da categoria.

A proposta dos bancos ameaça retirar direitos conquistados pela categoria ao longo dos tempos. Por outro lado, representando a categoria nas negociações, o Comando Nacional dos Bancários reivindica, entre outros, aumento real nos salários, vales refeição e alimentação, PLR e criação de um piso para os trabalhadores de TI.  

O presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), Sergio Takemoto, reforça a importância da participação dos bancários de todo país. “Vamos fazer uma grande paralisação para forçar tanto a Fenaban quanto a Caixa a negociarem seriamente e atenderem as reivindicações da categoria” destacou Takemoto.

A paralisação legítima é uma resposta à falta de avanços nas negociações e contra as propostas que desconsideram o papel e a dedicação dos bancários no dia a dia. Mesmo diante dos lucros expressivos registrados pelas instituições financeiras do país, os representantes dos bancos insistem em desvalorizar os trabalhadores e colocar em risco direitos conquistados pela categoria em negociações anteriores. 

A Fenae acompanha de perto as negociações e defende a construção de um acordo coletivo justo para todos e sem retrocessos. Ao lado das 27 Associações do Pessoal da Caixa (Apcefs), a entidade se une aos bancários em apoio à paralisação e reforça a defesa de aumento real, melhores condições de trabalho, saúde e respeito para todos os empregados da Caixa.

No caso da Caixa, a Fenae destaca a necessidade de revisão, com prioridade, da situação do Saúde Caixa. O plano é uma conquista dos empregados e precisa ser preservado, com condições que garantam atendimento de qualidade sem transferir cada vez mais custos para os trabalhadores.

A Fenae reforça que direito não se retira. Mais do que isso, a saúde dos empregados da Caixa não pode ser tratada como um custo a ser transferido para o trabalhador. Valorizar quem trabalha significa respeitar direitos, manter o diálogo aberto e garantir avanços nas condições de trabalho.

Informações retiradas na íntegra do site da Fenae

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