
A APCEF/MG vem a público manifestar indignação diante do vídeo institucional recentemente divulgado pela CAIXA Vida e Previdência. A publicação, que tenta surfar na onda das “trends” de redes sociais para mostrar uma rotina leve e repleta de benefícios exclusivos, gerou uma merecida onda de revolta entre os empregados da CAIXA em todo o país. A repercussão negativa e o constrangimento foram tão imediatos que a subsidiária se apressou em apagar o vídeo de suas redes oficiais. No entanto, o tiro saiu pela culatra: a gravação foi salva pela categoria e viralizou, expondo nacionalmente o abismo que separa a cúpula do banco de quem está no atendimento ao público.
Para quem está no chão de agência, o vídeo soa como um deboche. Enquanto a peça publicitária exibe mordomias, transporte exclusivo, massagem e um ambiente de trabalho sem sobressaltos, a realidade dos nossos colegas na rede de agências é marcada pelo adoecimento mental, metas abusivas, falta de pessoal, cobranças sufocantes e infraestrutura muitas vezes precária.
É fundamental lembrar à direção do banco e de suas subsidiárias que o lucro recorde da CAIXA Seguridade não nasce por geração espontânea. Ele é fruto direto do suor, do esforço e do desgaste físico e emocional dos empregados da matriz e das agências, que vendem esses produtos na ponta, sob intensa pressão, defendendo o papel social e comercial da instituição.
Causa ainda mais revolta perceber que, enquanto o conglomerado gasta recursos para promover uma “rotina ideal” em suas subsidiárias, os trabalhadores que realmente carregam o banco nas costas enfrentam as injustiças e distorções do SUPER CAIXA, com critérios de habilitação perversos e travas que impedem o reconhecimento financeiro justo de quem atinge os resultados.
A divulgação desse conteúdo demonstrou uma desconexão alarmante da gestão com o clima organizacional e uma total falta de empatia com a linha de frente. Não há espaço para romantizar a rotina do conglomerado nas redes sociais enquanto a saúde dos empregados das agências é negligenciada em nome de indicadores frios.
Exigimos respeito, responsabilidade institucional e, acima de tudo, isonomia e valorização real para todos os empregados da CAIXA. Menos marketing de ostentação, mais condições dignas de trabalho e valorização para quem verdadeiramente sustenta essa empresa.
Diretoria Executiva da APCEF/MG



