Após cobrança da Fenae, Caixa acata demandas e ajusta pagamento do SuperCaixa

Por Douglas Alexandre
Radar Bancário
15 de abril de 2026

Banco reverte desabilitação de unidades em indicadores de negócios sustentáveis, pagará valores no dia 20 de abril e devolve percentual retido após encontro com as entidades

Após reunião realizada no último dia 9 com a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) e representantes das Apcefs, a Caixa acatou parte das demandas apresentadas pelas entidades e promoveu ajustes no pagamento do programa SuperCaixa.

Entre as medidas adotadas pelo banco está a revisão de contestações relacionadas aos indicadores de negócios sustentáveis (SISNS), com a reabilitação de unidades que haviam sido desabilitadas. Com isso, os empregados dessas unidades terão direito ao pagamento dos valores, programado para o próximo dia 20 de abril.

A Caixa também confirmou o pagamento dos 10% que haviam sido retidos no crédito realizado em 20 de março, outra reivindicação levada pelas entidades durante a reunião.

As mudanças ocorrem após questionamentos apresentados pelas representações dos empregados sobre os critérios do programa, que resultaram na desabilitação de cerca de 7% das unidades da Caixa, impactando diretamente o pagamento da remuneração variável. Entre os critérios exigidos estão indicadores como avaliação de atendimento ao cliente (CSAT) e metas relacionadas a negócios sustentáveis.

Para o presidente da Fenae, Sergio Takemoto, os avanços demonstram a importância do diálogo e da atuação das entidades. “Esse resultado é fruto direto da reunião e da atuação das entidades. Levamos as demandas dos empregados à Caixa e conseguimos corrigir algumas distorções importantes no SuperCaixa. O que reivindicamos é simples: se o empregado vendeu, precisa receber”, afirmou.

Takemoto reforçou que o acompanhamento continuará. “Seguiremos cobrando mais transparência nos critérios e o aperfeiçoamento do programa, para que ele seja mais justo e reflita a realidade das unidades e dos empregados”, completou.

Representando as Apcefs na reunião, Joana Lustosa destacou que, embora os ajustes sejam importantes, ainda há pendências. “Foi um avanço importante, principalmente na reabilitação de unidades e na garantia dos pagamentos, mas ainda não é suficiente. Ainda existem agências desabilitadas por outros indicadores, como o CSAT, e seguimos defendendo que todos os empregados que cumpriram seu papel tenham direito ao pagamento”, avaliou.

O coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), Felipe Pacheco, reforçou a necessidade de mais transparência por parte do banco. “A Caixa precisa melhorar o diálogo com a CEE, que é a instância de negociação e representação dos empregados. Não ser informada oficialmente sobre medidas como essas é uma falha que precisa ser corrigida”, destacou.

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Informações retiradas na íntegra do site da Fenae

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