Exclusivo: Aline Cardoso, coordenadora do CUSC e sócia da APCEF/MG, detalha avanços da última reunião com a Caixa

Por APCEF/MG
Radar Bancário
22 de outubro de 2026

A reunião ordinária do Conselho de Usuários do Saúde Caixa (CUSC), realizada na última quarta-feira (21) em formato virtual com a Gerência Nacional de Saúde (GESAD) da Caixa, teve como ponto central a busca por soluções e esclarecimentos sobre a gestão do plano. A atividade contou com a liderança de Aline Cardoso Pereira, associada da APCEF/MG e coordenadora do CUSC, que conduziu os debates em defesa das demandas dos beneficiários.

Durante a reunião, a Caixa apresentou o balanço financeiro acumulado até setembro de 2026, com uma arrecadação de R$ 2,883 bilhões contra despesas de R$ 3,398 bilhões, gerando um resultado negativo de R$ 515 milhões. O banco justificou o cenário alegando a alta na complexidade dos procedimentos médicos e oncologias.

Em relação ao Programa de Medicamentos Oncológicos Orais com entrega domiciliar, em vigor desde março de 2026, a Caixa informou que a negociação direta gerou 30% de desconto e uma economia evitada de R$ 1,97 milhão até setembro, atendendo 187 beneficiários com 164 remédios listados.

Diante disso, o CUSC apontou a baixa adesão ao programa, cobrou maior divulgação e exigiu a ampliação da lista para incluir tratamentos de neoplasias raras. Em resposta, os gestores informaram estar negociando novas inclusões e se comprometeram a enviar atualizações periódicas ao Conselho.

A APCEF/MG bateu um papo com Aline, que trouxe mais detalhes da reunião com exclusividade:

🎙️ Transparência em custos e autonomia do beneficiário

“Nós demos outras alternativas para a gestão e isso está em estudo. O objetivo é que o empregado tenha pelo menos uma noção de onde o procedimento é mais ou menos oneroso. Além da qualidade do credenciado, o valor cobrado é decisivo, pois o usuário tem o direito de escolha e isso pode influenciar na decisão por outro prestador com a mesma qualidade.”

🎙️ Esclarecimentos sobre o ciclo de pagamento e cobranças tardias

“Falamos sobre a coparticipação vir muito tempo depois do procedimento. Foi nos explicado o ciclo de pagamento, que tem duração média de 180 dias quando há glosa. É por isso que muitas vezes a cobrança chega tardiamente, após prazos de recurso do credenciado e prazos de pagamento da Caixa. Manifestamos nossa reclamação formal porque o usuário perde o controle sobre o que vai pagar, mas fomos informados de que, por serem condições contratuais, não há como alterar esse fluxo no momento.”

🎙️ Mudanças no atendimento e nova empresa terceirizada

“Fomos informados de que a empresa de atendimento ao usuário será trocada no início do ano que vem. O serviço será segmentado: haverá equipes exclusivas para atender credenciados e outras para atender beneficiários. Isso vai permitir um aprendizado maior e contato focado no nicho, o que deve elevar bastante a qualidade do atendimento, que é um ponto sobre o qual cobramos melhorias urgentes.”

🎙️ Apresentação de documento com demandas e pedido por mais reuniões

“Como a reunião ordinária tem tempo limitado — fomos de 10h até 12h30 — e não deu para tratar de tudo, entregamos um documento com sugestões e pedidos nossos e dos usuários, colhidos através dos nossos canais de comunicação. Pedimos retorno o quanto antes. Além disso, solicitamos a realização de reuniões extraordinárias, pois o intervalo trimestral das ordinárias acumula muitos assuntos. Também cobramos nossa participação nos Grupos de Trabalho (GTs) do Saúde Caixa; o Conselho precisa estar onde houver discussão sobre o plano, pois somos a voz dos usuários.”

🎙️ Negociação de pacotes e busca por economia no plano

“Divulgamos dados de levantamentos sobre valores acima do mercado e cobranças. A própria gestão do Saúde Caixa enfrenta dificuldades quando o credenciado exige valores muito altos, ficando no impasse entre não ter o atendimento ou aceitar o valor pedido. A Caixa está buscando negociar pacotes fechados de atendimento para ter previsibilidade e gerar economia ao plano. Sentimos um grande empenho da GESAD em reduzir custos e melhorar o atendimento. Agora, precisamos que o Conselho tenha mais espaço para contribuir diretamente com essas mudanças.”

Departamento de Comunicação da APCEF/MG / Site da Fenae

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